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Revistas

REVISTA BRASILEIRA DE ECONOMIA CRIATIVA E DA CULTURA V.1 | N.2 | Ano 1 | 2018 FESTIVAIS DE TEATRO NO BRASIL

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V.1 | N.2 | Ano 1 | 2018

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A Revista Brasileira de Economia Criativa e da Cultura é uma revista acadêmica, publicada em parceria entre o Núcleo de Economia Criativa e da Cultura (NECCULT) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e a Secretaria de Economia da Cultura do Ministério da Cultura (SEC-MinC). É um periódico revisado por pares, em língua portuguesa, publicado trimestralmente. A revista publica artigos completos e originais, artigos-resenha, notas e comentários, entrevistas, matérias especiais, bem como documentos que estão em conformidade com a sua política editorial. A Revista pode solicitar trabalhos para edições especiais temáticas, dentro de sua área de interesse, seguindo a classificação do Journal of Economic Literature (Z1 e subdivisões). Os trabalhos submetidos devem conter argumentação econômica original e referência abrangente à literatura sobre o tema. A revista aceita submissões de trabalhos fundamentos nas principais escolas de pensamento econômico reconhecidas internacionalmente, baseando-se única e exclusivamente, em sua decisão editorial, na qualidade acadêmica do trabalho. Artigos com modelos econômicos matemáticos complexos e totalmente abstratos, decorrentes do uso do método hipotético-dedutivo, não interessam, nem estudos econométricos em que a demonstração de proeza técnica é fim e não meio, com a aplicação de técnicas excedendo a contribuição substantiva para o conhecimento econômico. Outras áreas das humanidades e das ciências sociais que dialoguem com a economia, a cultura e a criatividade também são de interesse da revista, desde que tenham mérito acadêmico. Para esta edição especial, iremos focar nos Festivais de Teatro no Brasil. Nesse sentido, partindo como base o Sistema de Indicadores de Festivais de Teatro, apresentado por um de seus idealizadores, Alexandre Vargas, traça-se um estudo mais aprofundado dividido em três etapas: diagnóstico do segmento, mapeamento e descrição dos atores e diretrizes para elaboração de políticas públicas voltadas aos Festivais de Teatro. Por fim, encerra-se com um ensaio de autoria de Marcelo Bones sobre a importância dos festivais.

Dissertações

Festivais de Teatro: Sua Gestão, Impactos e Financiamento​

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Maria Inês Ribeiro Basílio de Pinho

2007

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A dissertação sobre “Festivais de Teatro: sua Gestão, Impactos e Financiamento” resulta de uma investigação iniciada em Abril de 2002, com a observação da proliferação, na década de 90, dos festivais em Portugal. Dentro destes assistia-se a um crescimento superior em modalidades artístico-culturais como a música e menor em teatro. Para além disto, constatou-se que as políticas municipais e da administração central para a cultura recorriam, com alguma regularidade, à modalidade festival como forma de permitir que aquele bem se torne acessível a todos (bem público ou quase público). De igual modo, verificou-se que os procedimentos administrativos utilizados para a criação e manutenção do evento eram muito semelhantes àqueles seguidos em estruturas empresarias, evocando-se vulgarmente o argumento da insuficiência de financiamento público como justificação do menor sucesso ou da irregularidade das respectivas edições dos festivais. Esta situação, quando comparada com a realidade internacional, destaca algumas diferenças de forma quanto aos modelos organizacionais seguidos, bem como quanto às modalidades de financiamento seguidas. A constatação destes factos conduziu, portanto, à necessidade de realização de um estudo onde se procurasse perceber se na origem destes factores estariam aspectos como: b) A noção, modalidades e características da estrutura organizacional festival; c) A validade da estrutura festival, e em particular os festivais de teatro, adaptarem conceitos de organização e gestão de empresas; d) A capacidade de os artistas se saberem organizar, bem como pré-programar, planear, implementar e controlar festivais de teatro; e) A comparação entre as formas de administração e financiamento empresariais e as formas de administração e financiamento de um festival de teatro. Do confronto, entre casos nacionais e internacionais com o estudo comparativo das suas modalidades de organização e financiamento, pretendeu-se avaliar se o conceito “festival” se trata de um novo modelo organizacional e se as razões explicativas da sua proliferação residem em aspectos financeiros ou igualmente em aspectos organizativos.

Pensamento curatorial em Artes Cênicas : interação entre o modelo artístico e o modelo de gestão em mostras e festivais brasileiros ​

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Michele Bicca Rolim

2015

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A pesquisa se propõe a investigar qual é o pensamento curatorial existente nos festivais de Artes Cênicas no Brasil. A intenção é delinear suas particularidades inerentes à área teatral e compreender a dinâmica da curadoria no país, dentro de um sistema de relações entre os campos de atuação dos modelos artístico e de gestão e também como processo criativo. Com o aumento efetivo do número de festivais no Brasil, fez-se necessária a apropriação do termo curador nas Artes Cênicas. Na prática, o curador é considerado o profissional voltado para a seleção dos espetáculos que integram a programação artística de um festival. O trabalho busca investigar de que maneira se estabelecem as relações entre o modelo artístico e o modelo de gestão, e como isso afeta o pensamento curatorial. Para isso, nos utilizamos da metodologia de pesquisa exploratória, levantando conceitos oriundos da curadoria contemporânea em Artes Visuais e também fazendo uso de fontes orais, mediante procedimentos da história oral. Dentro desse contexto, problematizamos a relação de interação entre o modelo de gestão e o modelo artístico, proposto pelo autor Lluís Bonet, e apresentamos características de uma programação artística, de acordo com o autor Bruno Maccari. Para entendermos como o pensamento curatorial se desenvolve e quais são os possíveis perfis de curadores existentes nos festivais brasileiros, analisamos a atuação de três diferentes curadores. Os profissionais são bastante representativos como curadores dentro da área teatral no contexto brasileiro: Luciano Alabarse, no comando do Porto Alegre Em Cena - Festival Internacional de Artes Cênicas; Guilherme Reis, criador do Cena Contemporânea - Festival Internacional de Teatro de Brasília; e Antônio Araújo, idealizador da Mostra Internacional de Teatro de São Paulo – MITsp. Além desses curadores, outras fontes foram consultadas.

Gestão e produção cultural de mulheres nos festivais de inverno de Minas Gerais: resistência e enfrentamento político na cultura mineira​

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Gabriella de Oliveira Seabra

2024

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A pesquisa busca discutir como a produção e gestão de mulheres nos Festivais de Inverno de Minas, Fórum das Artes e UFMG, possibilitam a inclusão e o debate de pautas de gênero na esfera pública. Serão lançados olhares para as edições ocorridas entre os anos de 2017 a 2019 dos festivais: 1) Festival de Inverno de Ouro Preto e Mariana – Fórum das Artes – que ocorre em Ouro Preto, Mariana e João Monlevade e 2) Festival de Inverno da UFMG – que ocorre em Belo Horizonte. A partir desse recorte, esta pesquisa analisou a presença de mulheres artistas dentro do cenário dos dois eventos, tanto a produção e gestão de espetáculos e grupos que compuseram os festivais neste período, quanto na equipe responsável pela realização destes eventos. Para tanto, serão feitas teias de diálogo com políticas da diversidade, feminismo, debate de gênero e dinâmicas de trabalho nas profissões de gestão e produção para investigar os encaminhamentos dessa relação de trabalho que permeia gênero, políticas públicas e um olhar atento para uma área em ascensão no mercado artístico.

 © 2024 por Ester Fernandes e Jean Gorziza (ProGeTe).

O site ProGeTe é fruto do Projeto de Extensão DA IDEIA À AÇÂO: a práxis de modos de gestão e produção cultural (CEN - DEX - UnB).

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