Marcelo Bones
Diretor de teatro, dramaturgo, gestor cultural e pesquisador brasileiro
Marcelo Bones (andantecultura.com.br) é diretor de teatro, dramaturgo, gestor cultural e pesquisador brasileiro, com atuação destacada na articulação de redes, na criação artística e na formulação de políticas públicas para as artes cênicas. Com uma trajetória que atravessa mais de três décadas de trabalho no teatro, desenvolveu uma atuação singular que integra criação artística, reflexão crítica e ação institucional. Seu trabalho se caracteriza pela defesa do papel estruturante da arte na vida social e pela busca de novos modelos de organização e fomento para o campo cultural.
É fundador do Grupo Teatro Andante, criado em Belo Horizonte em 1990, companhia com a qual desenvolve pesquisas em dramaturgia, atuação, encenação e processos de criação compartilhada. Entre os trabalhos do grupo destaca-se o espetáculo Olympia, dirigido por Bones e interpretado por Ângela Mourão, que circula há mais de vinte e cinco anos no Brasil e no exterior, tendo realizado centenas de apresentações e participado de importantes festivais nacionais e internacionais. Sua trajetória artística combina rigor estético, pesquisa histórica e uma forte dimensão poética, frequentemente articulada a temas ligados à memória, à identidade e à experiência coletiva.
Além da criação artística, Marcelo Bones atua intensamente na gestão cultural e na articulação de redes no campo das artes cênicas. É idealizador do Observatório dos Festivais, iniciativa dedicada à pesquisa, documentação e divulgação de festivais de artes cênicas no Brasil, e dirige a Andante – Gestão de Cultura, plataforma de consultoria e desenvolvimento de projetos culturais. Ao longo de sua trajetória, tem participado da criação e organização de festivais, encontros e programas de formação, contribuindo para o fortalecimento de circuitos de circulação artística e para a construção de políticas públicas voltadas ao setor.
Seu trabalho também se destaca no campo do pensamento crítico sobre cultura e políticas públicas. Bones tem publicado artigos e reflexões sobre os desafios do financiamento das artes, os limites do modelo baseado exclusivamente em editais e a necessidade de construção de políticas estruturantes para o campo cultural. Em 2025 foi reconhecido pelo Programa IBERESCENA como gestor cultural homenageado do Brasil no contexto do Ano Ibero-Americano das Artes Cênicas, reconhecimento que evidencia sua contribuição para o desenvolvimento e a articulação das artes cênicas no país e na região ibero-americana.
